A queda de cabelo está relacionada ao equilíbrio emocional do indivíduo. Sendo assim, este é um dos sintomas associados ao estresse e a ansiedade que vem preocupando a população afetada.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o stress já atinge de 90% da população em todo mundo. No Brasil, 70% das pessoas já foram acometidas por esse desequilíbrio.

Em suma, tanto o estresse quanto a ansiedade provocam diversos sintomas físicos e emocionais, favorecendo o desenvolvimento de outras patologias no organismo humano.

Por isso, é importante conhecer quais são as causas possíveis para sua queda capilar e saber como proceder no combate a este problema.

Acompanhe a leitura atentamente.

O estresse e a ansiedade na sociedade atual

Atualmente, muito se ouve falar sobre o alto nível de estresse que acomete às pessoas, devido aos inúmeros problemas econômicos, políticos e sociais do país. Além disso, as pessoas lidam diariamente com situações complicadas no trabalho, em casa, nos relacionamentos afetivos, podendo influenciar para que ocorra um desequilíbrio emocional no indivíduo.

A pandemia do novo coronavírus foi um agravante para que o estresse e também a ansiedade se alastrassem ainda mais, mediante a necessidade do isolamento social, a enorme quantidade de mortos causada pela Covid-19, a crise econômica que afetou o bolso de todos os brasileiros, etc.

Um estudo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, realizado nos primeiros meses da pandemia, apontou um aumento de 90% dos casos de depressão e apresentou o dobro de casos de estresse e crise de ansiedade entre os brasileiros.

A verdade é que toda população ficou propensa a desenvolver sérias complicações na saúde mental, sendo essa uma das principais consequências deixadas pela Covid-19.

O que é o estresse e o que ele pode causar ao organismo humano?

O estresse, segundo a Biblioteca Virtual de Saúde – BVS, é uma reação natural do organismo mediante situações de risco, chamando o indivíduo a um estado de alerta.

Uma das consequências desta reação são as alterações físicas e emocionais na pessoa, podendo gerar outras doenças.

Existe o estresse agudo e o crônico. O quadro agudo normalmente acontece após uma situação traumática vivenciada pelo indivíduo, como a morte de um ente muito próximo, por exemplo.

Já o estresse crônico se refere às reações do organismo mediante situações cotidianas, se manifestando de maneira mais suave na pessoa.

O estresse, se não controlado previamente, pode chegar à fase de exaustão na qual o organismo humano se torna muito mais vulnerável a doenças físicas e psicológicas.

Algumas das principais patologias decorrentes do alto nível de stress são:

1. Transtornos mentais

As crises de ansiedade, depressão, esquizofrenia, entre outras doenças psicossomáticas podem ser agravadas pelo alto nível de estresse no indivíduo.

2. Hipertensão

Quando a adrenalina é liberada no corpo, mediante situações estressantes, o ritmo cardíaco acelera e pode gerar o aumento da pressão arterial.

Este é um agravante para os quadros de AVC, infarto e outras doenças cardiovasculares.

3. Insônia

Uma das principais dificuldades que o indivíduo encontra em meio ao estresse é a insônia. Isso ocorre devido ao cortisol liberado no organismo para mantê-lo em estado de alerta.

4. Baixa imunidade

Quando o cortisol é liberado, mediante o estresse, ele também afeta as células da imunidade do organismo.

5. Gastrite

Pessoas estressadas são acometidas por constantes dores abdominais e acidez, podendo gerar quadros de gastrite, refluxo e outros distúrbios digestivos.

O que é a Ansiedade e o que ela pode causar ao organismo humano?

Assim como o estresse, a ansiedade também é uma consequência do desequilíbrio emocional do indivíduo, apesar de não ser considerada apenas uma causa para esta enfermidade.

A crise de ansiedade é associada a um sentimento de medo, preocupação e angústia frente a uma determinada situação que pode ser complicada ou não.

Os momentos em que essa preocupação excessiva se manifesta varia de uma pessoa para outra.

A ansiedade pode ocorrer em qualquer fase da vida e todas as pessoas podem ser acometidas, sem que seja necessário ocorrer alguma situação traumática para tal.

Já que a ansiedade está associada a fatores psicológicos, ela pode gerar sintomas físicos no indivíduo? A resposta é sim. Saiba quais são estes sintomas.

1. Dor no peito e taquicardia

É comum a ocorrência de palpitações repentinas em situações de stress. Assim como mencionado, a adrenalina liberada no corpo causa aceleração nos batimentos cardíacos.

Esse sintoma costuma ser associado às razões emocionais, então se você procurar um médico e faça exames para investigar, não vai ser constatada nenhuma patologia cardiovascular.

2. Respiração intensa e sensação de falta de ar

Em meio a uma crise de ansiedade, a pessoa sente dificuldade para respirar, causando hiperventilação e falta de ar.

O indivíduo tende a ficar tonto e com as ideias confusas.

3. Sudorese

Com o corpo em estado de alerta, mediante o quadro de ansiedade, o suor se manifesta de maneira exagerada ao longo do dia, visto que o organismo está respondendo às suas lutas internas.

4. Tremor no corpo

Os tremores no corpo, principalmente nas mãos e pernas, ocorrem mediante às situações em que a pessoa ansiosa está enfrentando seus medos e preocupações.

5. Sensação de franqueza

Outro sintoma da ansiedade é a sensação de fraqueza e cansaço no corpo. Apesar de não causar a fraqueza muscular propriamente dita, a pessoa ansiosa tende a sentir o corpo enfraquecido, principalmente em meio às crises.

6. Aumento ou perda de peso

No quadro de ansiedade pode ocorrer tanto o aumento, quanto a perda de peso. Isso porque algumas pessoas ansiosas, por se sentirem cansadas, deixam de se exercitar e buscam alimentar-se de alimentos saborosos e menos nutritivos, provocando o aumento de peso.

Em outros casos, a pessoa pode perder o apetite, tornando-a apática e fraca mediante à falta de refeições.

queda de cabelo

7. Queda de cabelo

Você sabia que a ansiedade pode ocasionar queda de cabelo?

Também a queda de cabelo é um sintoma de ansiedade, visto que esse desequilíbrio tende a reduzir os nutrientes essenciais para fortalecer o couro cabeludo.

Com o alto nível de estresse associado ao quadro de ansiedade, os fios de cabelos tendem a cair assustadoramente, mas voltam a crescer quando a saúde emocional e mental são controladas.

Estresse e ansiedade: Saiba como isso prejudica o seu cabelo

A queda de cabelo é algo que realmente assusta homens e mulheres, principalmente quando não se sabe o que está causando essa perda.

A verdade é que o couro cabeludo depende de aminoácidos provenientes das proteínas ingeridas na alimentação cotidiana. Quando essa alimentação é comprometida, o seu cabelo poderá sofrer os impactos.

Em situações estressantes, o indivíduo tende a perder o apetite e a inflamação do corpo é aumentada. Do mesmo modo acontece em quadros de ansiedade.

A falta de alimentação adequada, bem como os altos níveis de estresse contribuem diretamente para a queda de cabelos.

É importante ressaltar que queda de cabelo não está associada à calvície, visto que os fios perdidos podem ser recuperados em caso de ansiedade e estresse.

O cortisol liberado no corpo, mediante o alto nível de estresse, provoca diversas reações no organismo, sendo uma delas a queda capilar.

Isso ocorre porque o metabolismo do indivíduo sobre mudanças nas taxas hormonais, padrão de sono, nível de inflamação do corpo, alimentação, imunidade.

Queda de cabelo

Tipos de queda de cabelo

Existem alguns tipos de queda capilar, a saber:

• alopecia androgenética — associada à calvície hereditária, costuma acometer os homens, porém as mulheres na menopausa também estão propensas.

• alopecia areata — é uma consequência de ataque do sistema imonológico, porém os fios voltam a crescer depois de um tempo.

• alopecia por tração — provocado pelo uso constante de tranças e rabo de cavalo.

• alopecia cicatricial — causado por diversas doenças autoimunes, infecções, traumas, inflamação.

• eflúvio telógeno — este tipo é proveniente de um quadro de estresse extremo. Acontece bastante no pós-parto e em situações de traumas emocionais.

Falaremos de dois tipos mais profundamente que estão relacionados ao estresse e a ansiedade.

1. Eflúvio telógeno

O termo “telógeno” se refere à fase de repouso dos folículos capilares. No caso de um quadro de stress e ansiedade, o couro cabeludo sofre agressões que interferem no ciclo de crescimento dos cabelos.

Essa fase de repouso pode durar cerca de três meses, dessa forma, a pessoa com eflúvio telógeno só começará a perceber a queda capilar após esse período.

Depois que os níveis de estresse e ansiedade forem controlados, o cabelo volta a seguir o seu ciclo de renovação.

Quanto mais a ansiedade piora, mais os fios tendem a cair e, sem o tratamento adequado, a situação pode se tornar um ciclo inquebrantável.

O quadro de eflúvio telógeno pode durar cerca de 6 meses, após o controle da ansiedade.

Esse tipo de queda capilar também pode ser induzido pela dermatite, quando ocorre caspa, feridas na cabeça, bem como a queda de fios.

Todos esses agravantes estão associados ao quadro de stress e ansiedade.

2. Alopecia areata

Causada pelo ataque do sistema imunológico no couro cabeludo, provocando a queda dos cabelos, a alopecia areata também pode está associada ao quadro de ansiedade e estresse.

Esse tipo de queda capilar, se não tratado adequadamente, pode gerar a queda de fios por todo o corpo e a evolução do seu quadro não tem previsões.

Não se sabe se o cabelo que foi perdido, volta a crescer novamente.

Dessa forma, estudos comprovam que a alopecia areata pode agravar ainda mais a ansiedade no paciente, visto que a perda capilar provoca desconforto e insegurança no indivíduo.

Como evitar a queda de cabelo causada pelo stress e ansiedade?

A ansiedade é uma patologia subjetiva, que se manifesta de diferentes maneiras em cada paciente.

Por isso, não existe uma forma de evitar a queda de cabelo que sirva para todas as pessoas, mas alguns cuidados podem ser tomados. Confira.

• Alimentação adequada, com a ingestão de vitaminas e proteínas necessárias ao desenvolvimento capilar (como peixes, frutas cítricas ou nozes);

• Exercícios físicos regulares;

• Não fumar;

• Manter a higiene regular dos cabelos;

• Evitar situações que despertem o estresse e ansiedade;

• Buscar ajuda profissional quando sentir os sintomas básicos de estresse e/ou ansiedade.

Caso a sua situação já esteja avançada e essas mudanças de hábitos não forem mais eficazes, será preciso contar com uma avaliação profissional especializada para identificar qual o melhor tratamento para a sua queda capilar.

Também o tratamento psicológico ou psiquiátrico será importante para o equilíbrio do seu quadro emocional, auxiliando na resolução da perda de cabelo.

Afinal de contas, o controle dos níveis de stress e ansiedade são essenciais no combate à queda capilar.

Queda de cabelo

Como combater a queda de cabelo causada pelo stress e ansiedade?

Assim como já mencionado, alguns hábitos podem ser adotados em vista de evitar a queda de cabelo, mas alguns outros devem fazer parte da sua rotina, caso você já esteja enfrentando o estresse agudo e/ou a ansiedade. Veja!

1. Suplementos alimentares

Normalmente, os suplementos alimentares são utilizados para tratar a queda de cabelos provocada pelas doenças psicossomáticas.

No entanto, somente um médico especialista em queda de cabelos poderá recomendar os medicamentos ou suplementos alimentares mais adequados para o seu tratamento.

Juntamente com esses medicamentos e suplementos, o médico poderá recomendar o uso de shampoos e tratamentos que ajudam a fortalecer e nutrir o couro cabeludo, contribuindo para a melhora do quadro.

2. Adotar uma dieta nutritiva

Os alimentos ricos em proteínas e vitaminas B, C e E, assim como o zinco e o ômega 3 contribuem para combater a queda de cabelo.

É importante que você insira alimentos como carnes, peixes, nozes, frutas cítricas, leite e iogurte em sua dieta alimentar.

A inflamação no couro cabelo também é combatida com a ingestão de sucos de cenoura, laranja e semente de linhaça.

3. Praticar atividades físicas

A prática de exercício físico é uma das principais recomendações médicas para combater o estresse e a ansiedade, bem como as outras doenças mentais.

O movimento físico colabora no controle de cortisol no sangue e libera o hormônio da endorfina, causando bem-estar ao indivíduo.

Pelo menos 30 minutos de exercício físico diário precisa ser feito para combater a queda de cabelo provocada pelo estresse.

4. Fazer terapia regularmente

O acompanhamento psicoterapêutico é essencial para que você reencontro o seu equilíbrio emocional e possa tratar o problema pela raiz.

Assim, você conseguirá identificar os motivos que influenciaram no aumento dos níveis de estresse e ansiedade no seu organismo.

5. Ter noites de sono regulares

Os níveis de cortisol também são controlados com boas noites de sono. Do contrário, o cansaço excessivo gera um estresse ainda maior, aumentando o cortisol no sangue e provocando a queda de cabelo.

Agora você consegue perceber como o stress e a ansiedade estão associados à queda capilar? Continue acompanhando o nosso blog para ficar por dentro da importância do cuidado capilar!